Comprei um dualsense.

Então eu comprei um controle Dualsense. Aquele do Playstation 5, uma vez que não sou capaz de comprar o resto do videogame. Mas o fato é que comprei a bagaça porque estou numa aventura de anos por um controle novo. Tudo começou quando meu controle oficial de Xbox 360 quebrou há anos atrás. Nunca tive um controle melhor que aquele. Era uma maravilha ergonômica. Principalmente pra mim que tenho mãos pequenas… Mas, como tudo no mundo, ele encontrou seu fim.

Desde então estou à procura de um substituto. Queria comprar um novo controle de Xbox, mas o preço era proibitivo. O que me fez apelar para diversos modelos um mais estranho que o outro. Olha, tenho até um logitech aqui bem parecido com o que foi para as profundezas dias atrás. Felizmente eu não entro em latas de sardinha por aí…. Enfim, nenhum deles chegou ao nível que o velho controle de 360 quebrado tinha. Uma lástima.

Foi aí que um milagre se fez em minha vida. O Aliexpress apareceu, junto com um cartão de crédito com um limite decente! Agora teria acesso a produtos chineses duvidosos da própria fonte e por um preço muito melhor! Só alegria! E, olha, contra todas as minhas expectativas, os controles que comprei por lá até que são bons. Tirando um que tem um gatilho com uma viagem meio curta todo o resto era aceitável.

Contudo ainda precisava de mais. Precisava de excelência. Precisava de algo oficial. Foi assim que gastei uma grana numa promoção da Amazon no controle que tenho agora. Tá, que excelência não é bem a primeira coisa que você pensa quando lembra de um dualsense, mas é melhor que muita porcaria por aí. Só preciso dizer que minhas mãos nanicas finalmente conseguiram ficar confortáveis de novo. E isso num controle da Sony, vejam só!

Mas agora falemos da qualidade do controle. O negócio é bem o que se espera de um objeto oficial da Sony. Só gostaria que tivessem mandado um cabo junto com ele pra facilitar as coisas. Felizmente eu já tinha um monte aqui pra usar. o único problema é que parece que ele tem um levíssimo drift nos analógicos, mas nada que incomode ou seja perceptível sem um programa especial para ver isso. Mas e como se joga com essa merda num computador, você me pergunta. Olha, ouso dizer que até bem.

Isto é, se você não for do tipo que olha muito para o controle para poder ver o símbolos nos botões não vai nem sentir a diferença. A verdade é que jogando através do Steam tudo funciona que é uma maravilha. O único problema é que alguns jogos não vão mostrar os ícones da playstation, como disse acima. Mas se você é daqueles que gosta de navegar em águas desconhecidas para pegar seus jogos pode ficar tranquilo. O próprio Steam tem um programa a venda por míseros 20 reais a preço cheio, que faz com que nosso controle seja compatível até com um Prince of Persia de 1988 se for preciso.

Mas uma coisa que me deixou realmente animado foi que o controle foi reconhecido quase instantaneamente por todos os emuladores que eu uso aqui. E com bônus de poder usar quase todos os dispositivos que o aparelho possui. Ou seja, posso usar finalmente o sensor de movimento no emulador de Nintendo Switch por exemplo. Um negócio que é uma mão na roda em muitos momentos.

Quer dizer então, que eu recomendo o negócio? Olha, depende. Se você gosta do formato do controle da Sony, pode ir tranquilo. Mas se não gosta, acho que vão ser muitos problemas só pra se adaptar ao novo. E, pra dizer a verdade, nem sei se eu mesmo vou me mantar só nesse controle por agora. Tenho um Aliexpress todinho de controles diferentes e legais que eu quero ver e meu limite de crédito ainda não foi pras cucuias. Então, o mundo não é o bastante. Quem sabe eu não vire o dono de uma patética coleção de controles de videogames?

E então o último Zelda vazou… Grande coisa!

Acho que todo mundo que gosta de videogame e não esteja enfiado debaixo de uma pedra nos últimos tempos sabe que o último console da Nintendo, o infame Nintendo Switch, é uma porteira aberta para emulação e pirataria enlouquecida. Até a mais infame ainda empresa que o criou sabe disso. Haja vista tentarem a todo custo acabar com essa farra da galera de pegar o jogo do momento e já colocar no emulador, onde ele funciona muito melhor que no próprio videogame estúpido para o qual ele foi projetado. Tem gente até preocupada no youtube porque um ou outro projeto está acabando justamente porque a Nintendo está bravinha… Mas vou dizer uma coisinha para vocês que não têm um milhão de anos como eu: não vai dar certo. Tentar parar projetos de emulação e desenvolvimento de ferramentas próprias para um console vulnerável em sua essência tem a mesma utilidade que enxugar gelo. É uma perda total e colossal de tempo.

Mas então, por quê a Nintendo continua com essa palhaçada? Simples, para botar medo nos moleques que não conhecem história e fazê-los comprar seus jogos super inflacionados e repetitivos. E parece que a estratégia continua funcionando por décadas…

Ainda me lembro quando um maluco simplesmente conseguiu emular o Nintendo 64 ainda no auge do console. De um dia para o outro, todos que tinham um computador razoável podiam jogar Mario e Zelda sem ter que pagar nada para aqueles japoneses safados e gananciosos. A reação da Nintendo não foi só igual, foi maior. Mas deram com a cara na porta e a emulação dos seus videogames continuou sem problemas.

Agora, o tão esperado novo jogo de A Lenda de Zelda está para sair dia 12 de maio. Ou melhor, saiu já, com dez dias de antecedência para quem tem acesso aos mares revoltos da internet. E todos já enfiaram o jogo em seus consoles modificados e emuladores. Aliás, desde o início o jogo conseguiu ser razoavelmente emulável. O que foi muito mais do que aconteceu quando lançaram o Zelda anterior, mas isso não interessa agora. Mas nada disso conseguiu aplacar a fúria dos nintendistas, que avançam como um exército contra todo mundo que fale do jogo antes da data oficial – o Kotaku sofreu isso. O que é meio que esperado de gente que diz todo orgulhoso que vai comprar o maldito jogo. Um jogo que aqui em terras caraíbas custa a bagatela de 400 reais!

Sim, um bando de idiotas se sentem orgulhosos em dar uma grana preta num produto que nem uma mísera legenda em português tem. E sabe por quê não tem? Porque a Nintendo não dá a mínima bola para o seu país ou você, nintendista otário brasileiro. Eles estão pouco se fodendo pro bando de macacos pardos do hemisfério sul. Não tem sorriso do Miyamoto pra você, nem hoje nem nunca. E se ainda assim você quer se sentir orgulhoso por dar dinheiro para essa empresa, bem, não tenho adjetivos negativos o suficiente para você.

“Mas e quanto ao Zelda, seu energúmeno”, você que ainda está lendo me pergunta. Bem, ele já saiu, e eu como bom curioso joguei um pouco. Mais ou menos o mesmo tanto que joguei o Breath of the Wild, o que deve dar umas duas ou três horas. Depois disso começo a babar de tédio e sinto um impulso fortíssimo de destruir a mim e o computador. E eu só tenho esse computador…

Na boa, não consigo entender o que vocês viram no jogo.

O primeiro é uma pasmaceira sem história nenhuma em que você vai andando pra lá e pra cá subindo em torres para ver o mapa e eventualmente liberar um robô gigante sobre uma influência maligna. Tudo isso para no fim, os robôs apenas soltarem um raio no grande inimigo final, retirando metade dos seus pontos e vida, e só. Sim, eu vi o final no youtube, não tive saco pra chegar até ali… Mas ainda assim tem gente dizendo que foi o maior acontecimento desde a invenção da empada de camarão – eu adoro empada de camarão. Sendo que existem jogos por aí que são muito, mas muito melhores do que Zelda. Skyrim consegue ser mais interessante com seu mundo e, principalmente, sua história, do que as andanças sem rumo do Link. Mesmo que no final seja só “matar o dragão malvado”, temos toneladas de história e personagens interessantes para interagir. O que não acontece com quase nenhum Zelda. E definitivamente não acontece com Breath of the Wild e Tears of the Kingdom – finalmente disse o nome!

Vou ser até mais ousado e dizer que os mundos exagerados da Ubisoft são bem melhores. Eu sou do tipo que não liga pra conquistas ou limpar o mapa, logo, o desenvolvedor pode colocar um ponto de interesse em cada centímetro do cenário que eu não vou dar a mínima bola. Continuarei no meu caminho. Tudo isso para dizer, que o mundo de Assassin’s Creed: Valhalla me sai muito mais interessante, crível e divertido do que qualquer coisa que a Nintendo pode fazer. “Mas não dá pra usar magnetismo nem colar uma pedra num toco de madeira”, argumenta você. Eu apenas digo que tudo isso é perfumaria. No fim o que vai importar é o mundo e a história dele.

O que eu vejo é que a Nintendo a uns bons anos, tem acostumado os seus fãs a engolirem qualquer mecânica boba e chata que normalmente ninguém se importaria em fazer. E ainda chamam isso de originalidade. Olha só, agora você pode fazer uma pedra voar com você em cima da pedra, ou agora dá pra fazer um carro. Nunca, em tempo algum é sobre a maldita história. E sabem por quê? Vou dizer o que ninguém tem coragem de dizer: Porque nem Zelda, nem Mario, nem nenhum jogo da Nintendo tem uma maldita historia. São todos iguais com uma ou outra mecânica diferente só para enganar os otários a comprar. E fazem isso a quatro décadas! Mas se você acha tudo bem, que tem que ser assim mesmo, que isso é a essência do videogame, tenho uma notícia pra você: Zelda: Tears of the Kingdom está a 400 reais no Brasil e nada vai mudar isso. E você não vai ganhar um beijo do Miyamoto.

Dito isso tudo, mesmo que de uma forma um pouco exaltada só queria terminar com uma coisa: Piratear a Nintendo é a coisa mais moral e justa que qualquer um em qualquer parte do planeta deve fazer. Apoio firmemente a turma que gasta seu tempo quebrando a cabeça para criar os emuladores. Até porque, só assim que posso jogos Shin Megami Tensei V, um jogo infinitamente melhor que qualquer Zelda. Bem, por enquanto é isso. Até mais!

Final Fantasy XVI e um pouquinho de saudosismo bobo

Então, semana passada a Sony fez uma apresentação de quase meia hora só mostrando como será o próximo Final Fantasy, Este que será dirigido por Naoki Yoshida, que foi o responsável por salvar Final Fantasy XIV, o último MMO da Square, da falência e total fracasso. Para quem não viu, o tal vídeo está aí em cima se tiverem disposição de ver.

Agora estava pensando em começar a reclamar do jogo. Que não parece Final Fantasy, que tem muito cara de RPG ocidental. Que o Yoshida é feio e tem cara de mamão… Enfim, tudo o que os velhos como eu que acompanham essa série há décadas já têm na ponta da língua. E não me julguem mal, tenho alguns pontos que me incomodam no jogo que vou expor mais a frente, mas não agora. Agora é hora de falar de outras coisas.

Uma delas é como Final Fantasy está, desde muitos anos, desesperadamente tentando ganhar a legitimidade de jogo “triple A”. Aliás, quase nenhum JRPG tem essa legitimidade. De fato, acho que só Final Fantasy tenta isso. Tales of Arise, jogo que saiu ano retrasado se não me engado, apesar de ser lindo graficamente e em mecânicas, não tem esse carimbo na testa. Muitos vão dizer que é por preconceito com desenvolvedores japoneses. Eu tendo a concordar com isso. O próprio termo JRPG começou como um troço meio racista no início da geração do PS3 e do Xbox 360. O próprio Yoshida não gosta desse termo, como já disse recentemente.

O que me leva a pensar: Será que essa busca por ser “Triple A” não é meio sem sentido. Até porque todos os jogos que se dizem assim, na minha opinião, acabam se parecendo demais uns com os outros. Quase todos têm as mesmas mecânicas e formas para tentar pegar o “jogador médio”. Só lembrar todos os Assassin’s Creed, Far Cry e GTA – pra não ficar só falando mal da Ubisoft, claro. Todos esses jogos parecem a mim muito iguais. Mas aí alguém pode me dizer, “Michel, seu petulante de meia tigela, você joga Valhalla e Far Cry 6 até cansar! Vá se ferrar, seu hipócrita!”. E realmente eu não teria uma resposta melhor para essa pessoa que eu não sou perfeito, longe disso.

Mas do que eu estava falando mesmo?…

Ah, sim! Final Fantasy XVI!… Acho que falar mal do mundo me pegou antes do que eu estava planejando. Enfim…

O que não dá pra negar é que todo o trabalho do jogo parece muito bem feito. Devo dizer que confio no que o Yoshida coloca a mão desde que o sujeito conseguiu salvar Final Fantasy XIV da morte certa e torná-lo o maior MMORPG do mercado. Digo até que tenho altas expectativas com o sistema de batalha. Sim, chamaram o cara que fez a batalha de Devil May Cry 5 pra trabalhar no jogo, o que claramente fez tudo parecer um esmaga-botões descerebrado. E por mais que eu ache que um RPG japonês deveria ser um pouco mais cadenciado, talvez não seja uma mudança muito ruim no final das contas. Mas isso só saberemos no dia que o jogo for lançado e todo mundo estiver jogando.

Todo mundo, menos eu, que vou esperar o lançamento para PC porque usei a grana que talvez daria para comprar um PS5 eu usei num computador novo. Talvez nem desse pra comprar um PS5 na verdade, mas divago… E falando nesse tema, acho uma sacanagem esse acordo da Square com a Sony de lançar as coisas primeiro no console deles. Tenho certeza que a Square perde muitas vendas com essa lambeção de botas. Mas imagino que isso sejam coisa de japonês tentando proteger sua indústria… O que causou a droga do aparecimento do termo JRPG e seu uso racista lá atrás, como falei antes. Só queria dizer que a Square parece que está parada no final dos anos 90 início dos 2000 com esse negócio.

Finalizando que já acho que falei demais e de um jeito meio sem sentido. Final Fantasy XVI parece um jogo bom, mas gostaria que a Sony não tivesse esse acordo de exclusividade com a Square por tanto tempo. E espero também que os desenvolvedores japoneses parassem de paparicar a Sony só um pouco. No caso, acho que só a Square faça muito isso…

Bem, por hoje é só. Desculpa qualquer coisa e talvez eu tente fazer mais sentido da próxima vez.